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Ambiental amplia atuação, investe em inovação e consolida liderança na gestão de resíduos no Sul do Brasil

14 de abril de 2026

Empresa catarinense avança com concessões, tecnologia e impacto social, ampliando presença em Santa Catarina e iniciando operações no Paraná 


A Ambiental consolidou, em 2025, um novo ciclo de crescimento e inovação na gestão de resíduos sólidos no Sul do Brasil. Com atuação em 
mais de 100 municípios, a empresa atende atualmente mais de 3,4 milhões de pessoas em Santa Catarina,  e avança para novos mercados, como o Paraná. 

O movimento reforça o posicionamento da companhia, que completa 27 anos de atuação em 14 de abril de 2026, como uma das principais operadoras do setor no país, com foco em eficiência operacional, sustentabilidade e inovação. 

Entre os principais marcos do período está a expansão do modelo de concessões, considerado estratégico para a evolução da gestão de resíduos no Brasil. Em Santa Catarina, a empresa assinou o contrato de concessão de Rio do Sul, com prazo de 30 anos. 

Outro avanço relevante foi a chegada ao Paraná, com a concessão de Rolândia, a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do estado no segmento de resíduos sólidos. O contrato também tem duração de 30 anos, marcando a entrada da Ambiental em um novo estado.  

Segundo o diretor financeiro da empresa, Ugino Nolli Júnior, o crescimento está diretamente relacionado a um modelo estruturado de operação. “Temos avançado com consistência porque atuamos com planejamento, disciplina financeira e foco em eficiência. O modelo de concessão permite dar previsibilidade aos serviços, ampliar investimentos, trazer inovações e elevar o padrão da gestão de resíduos nas cidades.” 

 

Santa Catarina como referência nacional 

A experiência catarinense tem se consolidado como referência no país. Entre os municípios atendidos pela Ambiental por meio de concessões ou PPPs — atualmente sete cidades — cinco atingiram conceito Alto no ISLU, índice nacional que avalia a sustentabilidade da limpeza urbana. 

Entre eles estão Balneário Camboriú, Itapema, Joinville, São José e Rio do Sul, que figuram entre os melhores desempenhos do Brasil. Esse modelo, com cobrança direta do usuário, garante sustentabilidade econômico-financeira e tem sido replicado em diferentes cidades, contribuindo para a melhoria dos indicadores do setor. 

 

Inovação tecnológica: resíduos como fonte de energia 

Outro destaque da estratégia da Ambiental é o investimento em inovação. Em 2025, a empresa inaugurou a Unidade de Recuperação Energética (URE) de Joinville, uma das iniciativas mais avançadas do setor na América Latina. A unidade tem capacidade para processar 110 toneladas de resíduos por dia e gerar 3,25 MWh de energia elétrica, o suficiente para abastecer mais de 7 mil residências. 

Entre os principais benefícios estão: redução de até 29 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano; aumento de 25% na vida útil do aterro sanitário; e redução significativa da emissão de metano.  “A URE representa uma mudança de paradigma. Estamos deixando de tratar o resíduo apenas como rejeito e passando a enxergá-lo como fonte de energia e valor econômico”, destaca Ugino. 

A iniciativa está alinhada às metas do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares) e aos compromissos internacionais de redução de emissões assumidos pelo Brasil. 

 

Impacto social e crescimento operacional 

Além dos investimentos em tecnologia, a Ambiental também ampliou sua atuação social. Em 2025, o Programa de Educação Ambiental impactou cerca de 40 mil pessoas, reforçando o papel da conscientização na transformação do setor. 

O período também foi marcado pela expansão operacional, com início das atividades em Lages (SC) e ampliação de serviços em municípios como Camboriú, Chapecó, Herval d’Oeste, Joaçaba e Saudades. 

Como resultado, a empresa registrou crescimento de R$ 25,24 milhões no faturamento, impulsionado pela expansão da carteira de contratos e pela entrada em novos mercados. Atualmente, a Ambiental conta com cerca de 4.100 colaboradores, consolidando-se como um dos maiores players do setor no Sul do país. 

 

Um setor que ainda exige evolução 

Os avanços registrados pela Ambiental ocorrem em um cenário nacional ainda desafiador. De acordo com o Panorama Nacional de Resíduos Sólidos, o Brasil gerou mais de 81,6 milhões de toneladas de resíduos urbanos em 2024, com média de 1,05 kg por habitante por dia. 

Apesar de avanços pontuais, cerca de 34% dos resíduos ainda têm destinação inadequada, sendo encaminhados para lixões ou aterros controlados. A reciclagem, embora tenha crescido 5,7% no período, ainda alcança apenas 7,1 milhões de toneladas, enquanto a compostagem permanece estagnada, com cerca de 300 mil toneladas anuais. 

Para Ugino, o cenário reforça a importância de modelos mais estruturados. “O Brasil ainda tem um desafio relevante na gestão de resíduos. Mas os avanços mostram que, com investimento, tecnologia e modelos sustentáveis de operação, é possível evoluir e transformar esse cenário.” 

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